Não é todos os anos que se altera a estrutura de um festival, mas tal não constituiu obstáculo para os responsáveis da iniciativa musical e artística que catapultou a imagem de Optimus Alive em Oeiras para o mundo inteiro. A alteração deve-se ao concerto dos Coldplay, a realizar um dia antes do habitual, a 6 de Julho, alargando assim a quatro os serões (6,7,8 e 9 de Julho de 2010) plenos de música nos arredores da capital.
Com mais um dia do que é normal, o Optimus Alive 2011 marca ainda a diferença pelo estilo universal que parece assumir, abrindo a janela de oportunidades a uma banda que foge um pouco ao género musical predominante daquele, o que pode igualmente significar uma ligeira abrangência de critérios no que a este aspecto diz respeito. Porém, embora a sua realização vá acontecer nesta quinta edição, nada é definitivo e pode não se vir a repetir mesmo com a continuidade do evento em 2012.
Quanto à presença dos Coldplay, essa está garantida e promete saciar os fãs nacionais que há algum tempo esperavam por uma actuação do quarteto londrino. A performance de Chris Martin, Jon Buckland, Guy Berryman e Will Champion deverá incluir alguns temas míticos da banda criada em 1998 mas que já deixou o seu lugar na história por razões que extravasam a sonoridade única do rock alternativo com que se identifica o grupo por diversas vezes comparado aos Radiohead ou U2, entre outros.
O colectivo britânico deu-se a conhecer ao mundo com o single Yellow, editado no álbum de estreia, “Parachutes” (2000), um sucesso de vendas que deu início ao percurso singular que antecedeu “A Rush of Blood to the Head” (2002), “X&Y” (2005) e “Viva la Vida” (video em baixo) ou “Death and All His Friends” (2008). Pelo intervalo de lançamento entre estes, tudo indica que 2011 será ano de novo disco, já anunciado, embora sem data concreta, especulando-se que o segundo semestre possa trazer a aguardada novidade.
Com ou sem álbum de inéditos, os Coldplay são um dado adquirido para o dia inaugural do Optimus Alive 2011, este ano preparado para receber até 50 mil espectadores, algo que apenas se tornou possível devido ao recuo do palco principal, aumentando-se assim a lotação diária em cinco mil lugares, os quais a promotora Everything is New deseja preencher com vista a ampliar ao máximo os 420 mil espectadores que desde 2007 marcaram presença no festival de música e artes de Oeiras.


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