Ben Harper, o músico norte-americano regressa no sábado para tocar no festival Optimus Alive!, em Algés, com a banda The Innocent Criminals.
Correio da Manhã – Neste regresso a Portugal [actua sábado no Optimus Alive!, no Passeio MarÃtimo de Algés] vem a um festival. É diferente de um concerto só seu?
Ben Harper – Adoro festivais. São dos ambientes mais excitantes para tocar, pois toda a gente está entusiasmada e exposta a bandas diferentes. Passei muitos e bons momentos em festivais.
– Vai tocar depois de Neil Young. O que pensa disso?
– Não me parece correcto. Para ser franco, isso desafia-me os sentidos. Eu é que devia abrir para ele. Curiosamente, o filho do manager de Neil Young está na minha banda, por isso talvez possamos acertar umas coisas.
– Que recordações guarda das várias vezes que tocou em Portugal?
– É dos locais mais bonitos onde já estive. Portugal é um paÃs extraordinário, com um povo muito hospitaleiro. Podia viver aà sem qualquer dificuldade.
– Há dois anos gravou um tema com a brasileira Vanessa da Mata [‘Boa Sorte/Good Luck’]. Vai tocá–lo nofestival?
– Só se ela aparecer…
– Os seus concertos costumam ser longos. No sábado será assim?
– Tocamos enquanto deixarem.
– Que pensa dos fãs portugueses?
– Sinto-me afortunado por ter uma base de fãs tão forte em Portugal, de norte a sul. E isso ajuda bastante na relação com o Brasil, pelo que acho que devo muito aos fãs que tenho em Portugal.
– Gravou o seu último disco, ‘Lifeline’, em sete dias, no final de uma digressão, e à maneira antiga, com equipamento analógico.
– Quando escrevi as canções foi já a pensar nisso. Gravá-las desse modo é algo de que me orgulho.
– Todo o material foi composto enquanto estava em digressão?
– Estou sempre a compor. Faz parte da minha rotina diária.
– Quer isso dizer que já tem canções novas.
– Oh, yeh! [risos]
– Vai tocar alguma em Portugal?
– Não sei… Talvez.
Fonte: CM