Archive for the ‘Optimus Alive 2010’ Category

Dia8: “Optimus” dia inaugural no Alive!10

Posted by admin On July - 13 - 2010

Empunhando orgulhosamente o slogan de “melhor cartaz de 2010”, o festival de música e arte de Oeiras tinha muito para provar junto do público, sobretudo por ter assumido desde cedo essa frase audaciosa como mote da massiva publicidade. O anúncio dos grupos participantes e de um novo palco foi um passo importante, mas esse era o primeiro impulso, que tinha de ser provado na prática, no recinto, onde os cerca de 40 mil espectadores aguardavam ansiosamente pelo abrir de portas para a entrada nos espaços que prometiam dar música aos portugueses.

Com um acérrimo estilo indie, os Local Natives foram os primeiros a encher o Palco Super Bock, com os temas pop/folk do seu primeiro álbum, lançado no ano passado, mas que só agora começa a ser conhecido. Esse factor não invalidou o contágio da energia dos californianos, que desde o início da sua actuação estabeleceram uma intimidade muito particular com a multidão que os ouvia.

Numa corrente completamente diferente dos anteriores companheiros norte-americanos, o “trovador nómada” Devendra Banhart teve alguma dificuldade em cativar os espectadores, mas pouco mais de dez minutos depois de iniciar as suas melodias já conseguia prender a atenção com o seu folk psicadélico. Os ritmos acústicos das músicas do disco “Smokey Rolls Down Thunder Canyon” (2007), bem ao estilo dos anos 60, eram por esta altura os que reinavam em “força”.

Em espaço contíguo, vindos directamente de Brooklyn, os The Drums tomaram de assalto o palco principal do festival de Oeiras, onde apresentaram os temas do seu primeiro trabalho discográfico, de onde se destaca “Best Friend”, um dos mais sentidos pelo público, que também não hesitou ao som de “It Will All End in Tears” e “Submarine”.

O despertar do «espaço mor» do evento ficou a cargo de Biffy Clyro, que se fizeram acompanhar do guitarrista dos Oceansize, Mike Vennanrt. Foi desta união de talentos que saíram as faixas interpretadas, a maioria das quais retiradas da playlist do último álbum dos escoceses, “Only Revolutions”, editado no ano passado e muito bem recebido no mundo do rock alternativo em que Simon Neil, James Johnston e Ben Johnston têm dado cartas. Ainda assim, a relação com o público não foi assim fácil, mas acabou por inflamar, já tarde, na última música, “The Captain”, vocalizada pelos artistas em coro com os fãs.

Com o final da actuação dos autores de “Many of Horror” chegou o momento dos Moonspell, que tiveram de ultrapassar a dificuldade de se fazerem ouvir devido a um sistema sonoro que esteve longe de ser o melhor. Este obstáculo fica registado, bem como a forma usada pelo premiado colectivo luso para suplantar uma lacuna técnica que lhes foi alheia, mas superada com mestria.

Já com um recinto muito mais composto, passavam poucos minutos das 20h30 quando o grosso do público aguardava por Florence and the Machine, que desde o início dos primeiros acórdãos puxou os aficionados a sentir a música, colocando ao rubro uma verdadeira moldura humana que se havia formado. Saltos de mãos no ar e o cantarolar das letras em simultâneo com os artistas britânicos duraram ao longo de todo o concerto, onde a audiência atingiu o êxtase com “Cosmic Love” e “Dog Days are Over”.

A força do regresso de Alice in Chains à música foi uma das grandes atracções deste primeiro dia do Alive!10, que trouxe o quarteto de Seattle a Portugal, quatro anos depois do espectáculo na capital. Agora com o novo trabalho discográfico, “Black Gives Way to Blue” (2009), os norte-americanos deram mostras de que estão para ficar, cerca de 15 anos após a morte do vocalista e co-fundador da banda, Layne Staley, a quem o grupo dedicou o álbum que esteve em destaque no espaço de Oeiras. Foi em memória do malfadado ex-membro dos “Chains” que foram interpretados alguns clássicos do grupo, que provocaram colossais momentos de nostalgia nos espectadores, por esta altura já satisfeitos com a performance estelar do colectivo liderado por Jerry Cantrell.

No palco secundário, pequeno demais para The XX, as emoções estiveram permanentemente ao rubro, e mais ficaram com a interpretação de “Crystalised” e do êxito de Kyla, “Do You Mind”. À semelhança do que acontecera na esgotadíssima actuação na Aula Magna, o trio britânico não deixou os seus créditos por mãos alheias e voltou a surpreender os espectadores, que lotaram por completo a tenda que os recebeu, onde não dava para encaixar mais nenhuma “alminha”.

De volta ao espaço principal do Alive!10, Tom Meighan e companhia “incendiavam” o público que tinha aguardado para os ouvir ao longo de todo o dia. Com um alinhamento bem distribuído entre temas novos e antigos, os Kasabian iam conseguindo contagiar os milhares que tinham os olhos postos no Palco Optimus, onde o grupo inglês fechou a actuação, em grande sintonia com os fãs, entoando o single de 2004, “L.S.F. (Lost Souls Forever)”, dignificado com honras de encerramento em grande, que chegaram a fazer lembrar o estilo inconfundível dos Oasis.

Uma das maiores expectativas do dia inaugural do festival do Passeio Marítimo de Algés era ver La Roux finalmente em palco, depois de cancelados, pela própria dupla britânica, dois concertos em solo luso. Foi precisamente com um pedido de desculpas por esse facto que se deram as palavras de abertura do espectáculo, que viria a assombrar pela positiva, e a que o público respondeu, sobretudo após “In for the Kill” e “Bulletproff”, as músicas mais aplaudidas e sentidas pela assistência, que não arredou pé do recinto para presenciar a voz, dança e imensa energia de Elly Jackson e Ben Langmaid, que se estrearam desta forma em Portugal.

Antes do cair do pano havia ainda tempo para os norte-americanos Faith No More, largamente apoiados por uma enorme falange de fãs portugueses, voltarem a deixar a sua marca em Terras de Camões, um ano depois de terem deliciado os aficionados nacionais. Com uma entrada singular, que começa a ser a imagem de marca do quinteto californiano, a actuação não podia ter sido iniciada com outra música que não “Midnight Cowboy”. O tema original de John Barry foi impulsionador do turbilhão de emoções que antecedeu “Evidence”, totalmente interpretada em português. É na sequência destas faixas que o vocalista, dirigindo-se aos espectadores, afirma que a «a obra dos Faith é como um fado americano», momentos antes de Mike Patton dedicar a Cristiano Ronaldo, que o vocalista apelidou de «palhaço», “A Day Fool For a Life Time”, single emanado de ritmos lounge/bossa nova, e com o qual os Faith No More fecharam um concerto memorável, que o foi ao nível artístico e de relação (íntima) com o público.

No desfecho da maratona de música do primeiro dia do Optimus Alive!10 estava dada a resposta a quem duvidava do potencial dos músicos convidados para a abertura do festival de Oeiras. O público aderiu em massa e era impressionante o “mar” de gente que assistia aos vários espectáculos, dos quais há a destacar as incríveis performances de Faith No More, Florence and the Machine e Alice in Chains, três colectivos que arrasaram colossalmente no recinto, electrizando o mais céptico dos espectadores.

Buraka Som Sistema prometem “abanar” Oeiras

Posted by admin On July - 7 - 2010

Os portugueses liderados por Lil’Jonh são uma das grandes atracões do dia 9 de Julho no Optimus Alive!10. Os Buraka Som Sistema, agenciados pela editora Enchufada, serão uma das bandas que integrará a Showcase dessa data, que decorre no palco alternativo daquele festival de música e arte.

Formados em 2005, os BSS alcançaram êxito com “Yah!”, em 2006, tema que teve a participação especial de Petty e Kalaf, “membros honorários” do grupo. Poucos meses depois, os artistas lusos chegaram ao topo, não só em Portugal, mas em toda a Europa, com “Wawaba”, um sucesso de vendas e junto dos críticos.

Com um estilo fortemente marcado pelos ritmos do kuduro electrónico progressivo, os Buraka Som Sistema contam já com dois álbuns de originais, “From Buraka to the World” (2006) e “Black Diamond” (2008). Ambos os discos, embora totalmente representativos do estilo característico do grupo, assumiram um lugar de destaque na tabela de vendas generalista, não só em Portugal, como também na vizinha Espanha.

Naturais da Buraca, Lisboa, os três artistas lusos “tomam” o nome daquela freguesia da Amadora como seu, adaptando-a à caligrafia contemporânea. Terá sido desta zona da capital que saíram, e continuam a sair, as inspirações para os temas do trio português, cujo sucesso não pára de aumentar no cenário internacional, sobretudo na Europa e América do Norte.

Embora não tenha ainda sido adiantada a data de lançamento do novo álbum, os Buraka Som Sistema já anunciaram que está para breve, mais concretamente este Verão. O primeiro single deste trabalho completo, com o título provisório de “Sounds of Kuduro”, conta com a colaboração de DJ Znobia, Saborosa, Puto Prata e M.I.A., entre outros músicos menos conhecidos do panorama nacional.

O grupo luso vai actuar no âmbito da Showcase Enchufada, a 9 de Julho, no Passeio Marítimo de Algés. No mesmo dia, o Palco Optimus Clubbing é também ocupado por Benga, PAUS (Live), Sinden, Zombies for Money, Octa Push (Live) e Macacos do Chinês.

Tambores de Benga no Alive!10

Posted by admin On July - 2 - 2010

Beni Adejumo, ou Benga, como é conhecido no mundo da música, é um dos artistas que integra os participantes do Showcase Enchufada, que acontece no segundo dia do festival de música e arte de Oeiras. O britânico, um dos nomes fortes do estilo dubstep, é cabeça de cartaz na data em que actua, num palco onde vão estar outros nomes fortes de diferentes géneros musicais.

A visita do músico de origens africanas acontece cerca de dois anos depois do lançamento do seu segundo trabalho discográfico, “Diary of na Afro Warrior”, recebido de forma impressionante pela crítica, onde se destacam opiniões como a do site especializado Resident Advisor, que àquele se referiu como sendo “um dos mais esperados trabalhos de dubstep dos últimos tempos”.

O músico inglês começou a sua carreira profissional em 2002, com a edição do tema “Skank/Dose”, pela Big Apple Records. Desde então, Benga lançou mais 17 singles não integrados em CD’s, co-produzidos com artistas como Skream, Hatcha e Walsh. Ao nível de trabalhos discográficos, além do editado em 2008, o britânico conta ainda com “Newstep” (2006), também ele um sucesso junto do público apreciador do estilo que aquele representa.

O reconhecimento de Beni existe não apenas perante os fãs, mas também dos críticos. A sucursal do Guardian, Observer, intitula o artista com um dos primeiros verdadeiros produtores do dubstep, que investiu seriamente no seu potencial no início deste milénio. Para a publicação, o inglês consegue uma mistura única entre o estilo das sonoridades do Sul e Este de Londres, com uma mestria singular.

As músicas de Benga são bem “concorridas”, de tal forma que fizeram parte de inúmeras compilações, das quais se destacam “Warrior Dubz” (Mary Anne Hobbs, 2006), “Ammunition And Blackdown Present: The Roots Of Dubstep” (Tempa, 2006) e colectâneas da Rádio BBC 1Xtra. Nestes trabalhos conjuntos, o grande destaque vai para a especialidade do britânico, o tambor acústico, e temas que têm neste instrumento a maior inclusão, tais como “Evolution” ou “Live Drums”, as faixas mais ratificadas neste aspecto.

O artista britânico sobe ao Palco Optimus Clubbing no mesmo dia de Buraka Som Sistema (DJ set), PAUS (live), Sinden, Zombies For Money, Octa Push (live) e Macacos do Chinês (DJ set). O espectáculo dos artistas constitui o alinhamento completo do Showcase Enchufada, noite temática que se segue ao Showcase Turbo Recording (dia 8), e antecede The Legendary Tigerman apresenta Femina, o “trio de assuntos” do palco alternativo do Optimus Alive!10.

Revolução dos Zombies for Money chega ao Alive!10

Posted by admin On June - 30 - 2010

São uma das mais inovadoras bandas dos últimos anos a surgir em Portugal, bem como uma das que mais depressa alcançou o (devido) reconhecimento da sua qualidade excepcional. Falamos da dupla de Dj Manaia e DJ klipar, que levaram avante um projecto que tem bastante de promissor e muito para dar nos próximos anos, sobretudo pelo carácter único das sonoridades com que trabalham.

Constituída por dois membros com uma visão muito diferente da música, mas convergentes em si, o inovador grupo luso nasceu em Lisboa e actualmente já goza de uma projecção bastante boa fora de portas. O segredo está na mistura invulgar de sons, que vão desde o Electrónico ao House, passando pelo Techno e World Music.

Segundo as palavras dos próprios criativos, o objectivo da sua fusão passa por conseguir “produzir música diferente, capaz de transmitir o espírito único na World Music, electrónica, techno e house” ao público. Os géneros de que se “servem” são variadíssimos e o resultado, por mais incrível que possa parecer, é impressionante. A sua música “fica no ouvido”, como diz a expressão popular.

A colaboração entre as sonoridades electrónicas do Dj Manaia e a capacidade produtiva de Klipar já deu provas verdadeiras no mercado. A confluência “oficial” entre os estilos de ambos foi concretizada em Dezembro do ano passado, altura em que os artistas lançaram oficialmente o primeiro EP conjunto. O sucesso foi tamanho que algumas semanas mais tarde teve direito a remisturas, cujo êxito catapultou a dupla para o circuito restrito do estilo musical que representam.

Os portugueses Zombies for Money actuam no Palco Optimus Clubbing, no âmbito do Showcase Enchufada, a 9 de Julho. No mesmo dia, sobem àquele espaço Benga, Buraka Som Sistema (DJ Set), PAUS (Live), Sinden, Octa Push (Live) e Macacos do Chinês (DJ Set).

Música dos germânicos Aeroplane em Oeiras

Posted by admin On June - 29 - 2010

O quinteto alemão Aeroplane vai subir ao Palco Optimus Clubbing no dia inaugural do festival do Passeio Marítimo de Algés deste ano. Nesta que será a sua estreia em Portugal, o grupo vai ter a oportunidade de actuar para uma plateia maior do que aquela a que estão habituados, sobretudo porque têm actuado essencialmente no seu país, para recintos mais limitados, algo que está prestes a mudar, porque estes iniciaram recentemente a sua digressão por várias cidades europeias.

A banda constituída por quatro jovens, Paul (vocal), Sarah (vocal), Chris (bateria), Felix (guitarra) e Korbinian (baixo), interpreta somente temas de outros artistas, dando-lhes uma renovação particular através da sonorização única do estilo funkie. De entre as músicas interpretadas, destacam-se faixas dos Rammstein, Fall Out Boy, Blink 182 ou Lenny Kravitz, entre outros.

Uma das características mais distintivas desta banda alemã, que é igualmente o seu ponto mais elogiado, está ligada à impressionante relação que os jovens conseguem estabelecer com o público, numa conexão quase simbiótica que torna os espectadores como parte integral da actuação. Esta é, aliás, uma das particularidades mais realçadas pelos próprios fãs do quinteto, como se pode ler nos diversos comentários do Site Oficial.

Até à data, os Aeroplane têm realizado concertos de pequenas dimensões e na sua nação, mas o carisma da banda já atraiu a editora Ohne Vertrag, que aposta forte na promoção deste recém-criado grupo, cuja música já começa a gerar uma interessante legião de fãs um pouco por todo o mundo, sobretudo agora que a primeira grande tournée se aproxima, tendo Oeiras como uma das paragens.

O quinteto germânico vai estar a 8 de Julho no Optimus Alive!10, o primeiro dia do festival do Passeio Marítimo de Algés, no mesmo espaço onde actuam Tiga,  Proxy (live set), Shit Robot, Villa Nah (live set), Matias Aguayo Band (live set), Boy 8-Bit, Jori Hulkkonen, Youthless e Thomas Von Party.

Regresso em grande de Laidback Luke

Posted by admin On June - 28 - 2010

O produtor e DJ filipino Laidback Luke vai marcar presença no Showcase da Echufada do Optimus Alive deste ano. É nesta iniciativa do festival de Oeiras que Luke Van Scheppingen vai ter oportunidade para voltar a mostrar, em Portugal, o seu (reconhecido) talento.

No seu regresso a terras lusas, o produtor de “Show Me Love” e “Leave The World Behind” vai preencher o espaço de actuação com os característicos ritmos house que dominam os seus temas “Shake it Down” (2008) e “Brake Down The House” (2008). São também esperadas as interpretações de “Be” (com Steve Angello, 2008) e do seu primeiro grande sucesso mundial, “Back 2 Return”, lançado em 2007.

A carreira do artista que passou a infância na Holanda começou com o single “Act the Foll”, em 1995, alguns meses antes da edição da remistura de “Green Velvet’s Stalker”, uma música muito bem recebida pela crítica inglesa, que impulsionou desta forma o sucesso de Laidback Luke. Desde então, o filipino criou uma impressionante marca com mais de cem faixas produzidas, entre as quais as novas «roupagens» de “Plastic City”, “Virgin”, “Twisted” ou “Stealth”.

No próximo mês de Julho, no Passeio Marítimo de Algés, o produtor e DJ deverá apresentar um reportório com músicas retiradas dos dois álbuns de originais que já editou, “Psyched Up” (1998) e “Electronic Satisfaction” (2002), além de outros temas remisturados que incluiu no disco “Windmill Skill (2003).

Antes de se tornar conhecido no mundo da música, Laidback era um artista de graffiti com “nome na praça”, que expandiu esse reconhecimento ao universo musical, para o qual já contribuiu com mixes dos Daft Punk, Carl Cox, Roger Sanchez ou Pete Tong, entre outros. O despertar do gosto do agora produtor pelo house music aconteceu depois de este ter contactado com o também DJ alemão Dobre, o primeiro a ficar espantado com o potencial do jovem e a incentivar o seu desenvolvimento enquanto artista de house.

Laidback Luke vai actuar no dia 9 de Julho, em Oeiras, a mesma data em que sobem ao Palco Optimus Clubbing os Buraka Som Sistema (DJ Set), PAUS (Live), Sinden, Zombies for Money, Octa Push (Live) e Macacos do Chinês (DJ Set).

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